.AVISO!
Olá, eu estou aqui para informar que a história contem em algumas partes, cenas (como é que eu vou dizer) "hot", eu tou avisar pois não responsabeliso por danos morais.

Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
capitulo4_IV

 Quando voltou para a sala, viu, surpresa, que uma garrafa de vinho e duas taças tinham aparecido na pequena mesa na frente dele.

- Você também trouxe isso? - ela perguntou.

- Não precisei. Jared tem uma pequena adega no sótão. - Ele serviu o vinho e entregou-lhe uma taça. - Ele deixou a chave comigo.

- O tipo de amigo para se ter - Vane disse com constrangimento.

Não queria ficar sentada bebendo com ele. No entanto, negar poderia enviar uma mensagem errada. Então deu um gole precavido e colocou a taça sobre a mesa.

Meu Deus!, ela pensou amargamente, essa emboscada tinha sido cuidadosamente planejada. Mas estava ficando claro que não poderia ter tido êxito sem a conivência de Simon, e essa era uma das verdades horrorosas que teria de aceitar.

Não conseguia se esquecer dos objetos que estavam faltando em High Gables.

Se ele estava sem dinheiro, por que não veio falar comigo?, ela se perguntou, desperada. Por que fingir que era um empresário trabalhando em casa?

- Você parece irritada, caríssima. Não gosta do vinho?

- Está bom - ela disse. - No entanto, não faz com que sua invasão de minha privacidade seja mais aceitável.

Ele deu de ombros.

- Mas eu nunca fui bem-vindo para você, Vanessa.

- Bem, isso não importa. Tenho certeza de que você é recebido de.braços abertos em todos os outros lugares.

E podia ter mordido a língua. Porque ela acabara de quebrar sua principal regra, a de não fazer referência às outras mulheres da vida dele.

Mas Zac não percebeu imediatamente, como ela temia. Encostou-se nas almofadas do sofá bebendo seu vinho, o olhar meditativo.

- Não ocorreu a você, mia cara, que se afastar de mim deliberadamente poderia ser uma forma de me atrair?

Ela ficou tensa.

- Não.

- Você conhece muito pouco os homens - ele murmurou.

- Certamente, conheço você - ela disse de modo cortante. - E eu acho que já teve atrações suficientes na sua vida. - Ela respirou fundo. - Então, por que não diz por que veio aqui e me deixa logo em paz?

Ele olhou para ela por um longo tempo, depois se levantou, pegando a garrafa e sua taça.

- Acho melhor continuarmos esta conversa amanhã - ele disse. - Quando talvez você esteja mais receptiva. Mais preparada para pensar com a razão. - Ele fez uma pausa. - Você me permite tomar um banho antes de me deitar?

 - Sim, claro. Tem toalhas extras no armário, eu acho.

 - Grazie. Sei que a água quente é limitada. Vou tentar não usar tudo.

- Sim - ela respondeu rapidamente. - Seus amigos, obviamente, conseguem dividir.

- Ah! - ele murmurou casualmente. - Mas eles tomam banho juntos. - Ele lançou-lhe um sorriso impessoal e depois apressou-se para as escadas.

Aquilo era informação demais para ela.

E se ele imaginava que revelar a traição de Simon acabaria com sua força de vontade, estava muito enganado. Em vez de uma dor devastadora, sentia-se vazia por dentro.

Eu deveria estar chorando, ela pensou. Talvez eu seja jovem demais para ter um coração partido.

E depois disso não vou procurar outro homem. Assim que eu estiver livre deste casamento, vou viver só para mim.

Ela pegou a taça.

- A mim - e deu um longo gole.

Mas o fato era que ainda estava dividindo o mesmo espaço com Zac. Pelo menos, esta noite. E seus sentidos estavam todos afinados com a presença dele no andar de cima. A água correndo, a porta do banheiro abrindo, o barulho dos passos e, finalmente, o som da porta do quarto dele sendo fechada. E esse último foi o mais bem-vindo dos ruídos.

Ela apagou a lareira e as luzes e subiu silenciosamente as escadas.

O banheiro estava surpreendentemente organizado. Havia uma tranca na porta, que não tinha em seu quarto. Ela fechou-a antes de começar a encher a banheira. Só por precaução. Estava sendo um pouco paranóica.

Zac estava ali para que seu orgulho não fosse ferido. Isso é tudo. Talvez não custasse nada ela se desculpar. Explicar-lhe que tinha falado no calor do momento. Mostrar-lhe que podia ser razoável.

Tomou um banho rápido e colocou a camisola. Quando voltava para o quarto, na ponta dos pés, hesitou por um breve momento à porta do quarto oposto, mas não havia ruído algum. Eleja devia estar dormindo.

Ela fechou a porta e encostou-se nela, ciente de que estava prendendo a respiração, escutando o silêncio.

Depois de um tempo, foi até a janela. Parecia estar nevando mais forte do que nunca. Tremendo, ela foi para a cama e ficou observando o teto, pensando em tudo o que tinha sido dito.

O que não fez com que chegasse a lugar algum, além de deixá-la ainda mais nervosa. O que realmente precisava era apagar a luz e ir dormir, porque as coisas sempre pareciam melhores pela manhã, não pareciam?

E nesse momento a porta foi aberta, com um leve rangido, e Zackary entrou. Estava usando um roupão de seda negro e caminhou até ela movendo-se de uma forma que trouxe seus maiores medos à tona. Apoiada em um cotovelo, Vane encarou-o.

- O quê... O que você quer?

- Temos assuntos a tratar - ele disse. - Se é que você se lembra.

- Mas você disse que conversaríamos amanhã. -Havia um tremor na voz de Vane.

Ele levou a mão ao cinto do roupão e ela encolheu-se.

- Tenho sido absurdamente paciente, Vanessa, mas você foi longe demais pedindo a anulação do casamento. E quero ter certeza de que você não vai mais me insultar dessa forma novamente.

Ele tirou o roupão e entrou nu na cama ao lado dela.

E acrescentou:

- Tenho certeza de que você me entende.

 

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publicado por Sandra.linda às 11:42
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